E se os portugueses se unissem contra o Abuso Sexual de Crianças? E se, pelo menos a partir de agora, as pessoas de todo o País se unissem para reflectir a sério sobre a dimensão do problema da pedofilia?
As organizações privadas que formam a Plataforma Não ao Abuso Sexual de Crianças e o Movimento em Defesa das Crianças Abusadas deram já um passo neste sentido: depois de uma conferência em que se apelou à união dos portugueses contra a pedofilia, realizou-se uma vigília frente ao Palácio de Belém, a segunda manifestação cívica desde a marcha branca, realizada a 27 de Setembro de 2003. A intenção é defender a declaração oficial do dia 19 de Novembro, como o dia dedicado aos problemas da pedofilia, em todo o mundo.
Mas o objectivo principal desta iniciativa é alertar a população para não deixar morrer o julgamento da Casa Pia e, mais recentemente, o problema da Casa do Gaiato.
A sociedade tem de reagir, tem de criar organizações e movimentos, para que seja possível criarmos uma rede nacional, que vá aumentando, para passar a mensagem de solidariedade às vítimas de abuso e punir, nem que seja, pela justiça popular, todos aqueles que os tribunais, deixam escapar ilesos, ou permitem o prolongamento infindável de processos, enquanto os respectivos arguidos/suspeitos, continuam em liberdade, nas ruas, junto a escolas, próximos das nossas crianças.
É tempo de agir, é tempo de proteger os nossos filhos e todas as crianças e adolescentes, que carecem de protecção familiar!
"DECLARAÇÃO DE LISBOA
Conferência Internacional – Abuso Sexual de Crianças
18 e 19 de Novembro de 2003
Consideramos que:
- Todas as crianças têm o direito de ser valorizadas, protegidas e a ter a oportunidade de crescer livres do abuso sexual, da negligência e da violência,
- Portugal subscreveu e ractificou a Convenção dos Direitos da Criança bem como outros Tratados Internacionais que consagram a obrigação do Estado em assegurar a efectivação dos Direitos da Criança, nomeadamente o Direito de Protecção e a um Desenvolvimento Harmonioso.
Reconhecemos que:
- Todos os portugueses têm um papel relevante a desempenhar na protecção das crianças;
- As instituições e serviços públicos nas áreas judicial, policial e da saúde, as organizações cívicas ou comunitárias, as escolas, as confissões religiosas, as empresas, bem como a comunicação social, podem contribuir decisivamente para o desenvolvimento de programas de prevenção, de intervenção e apoio às crianças e a todos(as) sobreviventes de abuso."
Texto retirado/adaptado da "Plataforma Não ao Abuso Sexual de Crianças":
http://iscte.pt/~apad/plataforma.html
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