TEatroensaio
O Teatro Ensaio não surge, não aparece, é projectado com a intenção de criar uma companhia, em que possamos abordar o texto, não deixando a parte plástica, cénica em défice, mas com a principal preocupação de criar espectáculos...
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13 de Junho de 2008
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No dia 7 de Novembro o TEatroensaio irá participar das comemorações dos 80 anos do Zeca Afonso, com uma sessão de poesia, música e tertúlia no café Pedra Nova, pelas 22h. Estão todos convidados
November 5 at 5:48pm
TEatroensaio

TEatroensaio ChAOs I

O que poderemos inventar para padecer, quando tudo o que existe já é realmente tudo.
Que fazer? Falar, falar, falar e falar.
Mas com quem? Connosco próprios e se possível que alguém nos ouça e se incomode com isso.
A inovação velha do abandono, o regresso ao fim, como o fim do princípio.
“ Não achas interessante o q...ue eu digo?” ela “ Não!” ele “ Nunca?”
De novo o silêncio.

ChAOs II

As paredes, o suor, a tinta branca da cara liquefeita...
No entanto o esforço é leve, será sempre leve o meu esforço, o meu quase...
quase não... o meu certo esforço da solidão.
“Não se enganem, eu sempre quis estar só... tenho saudades dela... de quando ainda não a conhecia... de quando ainda sequer não a ouvia...”
Tantas são as casas nas pessoas que não entramos.

ChAOs III

“ Eu amo-te, tão amor, meu sexo, minha igual, só nós não chegamos.
A carne entre os dentes, que gosto minha igual.”
A grande questão entre o real quotidiano e o visionário ser tem esse riso de existir, esse gozo de tocar. De nos tocarmos, essa preciosa dor de nos tocarmos...

ChAOs IV

Tudo e nada. No final sempre tudo. Será sempre o que exigimos dos que amamos. Um estrangeiro dentro de si, uma cara conhecida, um corpo criado mas no entanto tudo estranho “Lembras-te do teu nascimento?” ela “ Claro que não pai! Que disparate tão grande!”
Daqui em diante tudo em aberto, tudo a descoberto; que decisões? Que memórias escolher? Que memórias não escolher? Que caras aniquilar? Que caras colocar de novo na parede? Enfim, tudo o que possamos imaginar numa pergunta de quem está longe.
No entanto uma cidade que nos acolheu, no entanto o abrigo, no entanto tantos anos que nos deram do que lá não nos permitiram.
“Pai que vais fazer lá em baixo? La bas cet le fin du monde!”
Eterno e tão nosso conhecido problema migrante, não ser de cá nem de lá.
Baudelaire disse: “Homem amas o teu país? Não conheço a sua latitude.
Afinal que amas tu, homem enigmático?
As nuvens... as maravilhosas nuvens.”

O encenador
Pedro Estorninho

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TEatroensaio

TEatroensaio Uma das grandes provas da capacidade de resistência mental e física que o ser humano tem pós o caos, o extremo acontecimento e a noção de que para além de nada ainda existe a permanência, a solitária permanência entre e sobre os cacos, são os textos de Samuel Beckett.

Sim falamos sobre existencialismo, mas sobretudo sob...re existência.

Estes textos que iremos apresentar são a prova literária, teatral e pessoal disso mesmo. O que levará? Que motivação terão estas personagens? Umas cómicas outras trágicas ao extremo do ridículo, a ainda permanecer?

“B.” é um espectáculo que trata e retrata esta existência que é tão frágil e ténue como a vida humana.
Pedro Estorninho

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TEatroensaio

TEatroensaio "A Última Porta"
de Pedro Estorninho

De 27 de Agosto a 6 de Setembro, 22h00

Blackbox, Cace Cultural do Porto
(antiga central eléctrica do Freixo)

Este texto surge de uma notícia de jornal. Notícia que podia ser de um século qualquer anterior ao XIX. Mas não, aconteceu em 2005.
Um grupo de homens foi escravizado por um agricu...ltor a norte de Espanha, entre esses homens encontravam-se dois portugueses. Quando foram descobertos e soltos pela polícia local, um desses portugueses, António, devido aos maus tratos físicos e psicológicos só conseguia reter na memória o seu nome e nada mais. Nem sequer a sua nacionalidade sabia.
Esta peça trata exactamente sobre o tempo de cativeiro desses dois homens. Mas aqui a dor é mais intensa, eles lembram-se de vários acontecimentos passados nas suas vidas, somente não se lembram dos nomes. Tudo são memórias dentro de um espaço psicológico confuso e que por vezes se perde e os faz perder.
Uma das maiores e mais interessantes frases escritas por Lord Edmund Halley aplica-se perfeitamente a este espectáculo: “ Como as estrelas na noite também os nossos perdidos pensamentos furam a escuridão que envolve o espaço vazio até ao cérebro.”
Pedro Estorninho
Ficha Artística:

Texto e Encenação Pedro Estorninho
Assistência de Encenação Inês Leite
Interpretação André Brito e António Parra
Desenho e operação de luz Romeu Guimarães
Execução Cenografia Hugo Ribeiro
Produção Catarina Mesquita
Design gráfico Pedro Ferreira

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