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  • Companheiras e companheiros, Entre os dias 20 e 22 de setembro de 2...016, nós do NALPORU (grupo de estudos de O Capital), N.E.C.A.D. (Núcleo de Estudos sobre o Capitalismo Dependente) e GEDD-IEE (Grupo de Estudos sobre a Dialética da Dependência), todos em funcionamento na Universidade de São Paulo, organizaremos o Seminário Teoria Marxista da Dependência: um resgaste do exílio. Desde 2012 o Grupo de Trabalho homônimo (GT-TMD), ligado à Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP), vem amadurecendo a ideia de realizar algo nesta direção simbolicamente na Universidade de São Paulo e finalmente esse momento chegou. Para sua realização, convidamos vários pesquisadores e especialistas no tema, provenientes de várias partes do país, além de estarmos tentando viabilizar a assistência de palestrantes estrangeiros, vindos da Argentina e do México. Contudo, e esta é a dura realidade que nos assola, não contamos com nenhuma fonte de financiamento. A Universidade de São Paulo, que sediará o evento, em razão da pior crise orçamentária já enfrentada nos seus 82 anos de idade, já deixou claro desde o ano de 2014 que não dispõe de recursos que não os destinados ao pagamento da folha salarial e à manutenção das atividades de pesquisa consideradas “estratégicas”, de modo que apenas poderá oferecer-nos suas instalações físicas e equipamentos. Tampouco foi possível lograr fundos provenientes de autarquias e agências estatais de financiamento (CAPES, CNPq, FAPESP, etc.), igualmente prejudicadas pelo ajuste fiscal promovido pelos governos estaduais e federal, ademais de já terem emitido parecer desfavorável à eventos e pesquisas identificadas com o marxismo em outras ocasiões. Deste modo, esgotadas as alternativas, limitados pela crise, mas convencidos da necessidade e importância em realizar este seminário, solicitamos a contribuição militante dos companheiros e companheiras que visualizarem esta mensagem. Vossa ajuda, não importa quanto, será de grande valia. Banco do Brasil Ag. 1516-4 Cc. 1211-4 CPF: 223.608.868-00 Isadora de Andrade Guerreiro Para maiores informações, acessar: Página no Facebook: https://www.facebook.com/tmdnausp/… Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1011112035674739/ Cordialmente. Afficher la suite
  • Galera, as inscrições para o curso de formação do Projeto Com.Domini...o Digital já estão abertas! Podem participar jovens de 17 a 24 anos, com o nível médio completo ou que estejam cursando o 3º ano em Escola Pública. Totalmente Gratuito! Mais informações em nossa página. Com.Domínio Digital RJ https://www.facebook.com/ComdominioDigitalRj/?fref=ts Realização: Instituto Aliança Investidor: Chevron Afficher la suite
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Publications

Marcelo Badaró Mattos reabre a discussão sobre o caráter particular do capitalismo brasileiro.

"As teses pecebistas foram criticadas desde os anos 1930, por forças políticas que se opuseram ao partido pela esquerda, mas não tiveram sucesso em construir uma influência de massas.[8] Nos anos 1960, uma das principais fontes de crítica e formulação alternativa surgiria de uma organização política marxista fundada em 1961, a Organização Revolucionária Marxista - Política Operária ...(mais conhecida como POLOP). Um dos elementos centrais da crítica da POLOP à leitura da realidade e ao horizonte estratégico do PCB era a avaliação de que a economia e a sociedade brasileira eram já completamente capitalistas e que, portanto, a revolução ou seria socialista ou não ocorreria. No entanto, a evolução e a dinâmica do capitalismo brasileiro apresentavam características distintas em relação aos países que primeiro se industrializaram. Tratava-se de um capitalismo que se desenvolveu de forma dependente em relação à acumulação de capital nas economias capitalistas que chegaram ao capitalismo no século XIX e se constituíram como potências imperialistas".

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Encontram-se em aberto uma série de debates fundamentais entre a esquerda socialista brasileira – e aqui me refiro de forma ampla tanto às organizações partidárias, com registro eleitoral ou não, que se afirmam representativas da classe trabalhadora e se posicionaram nos últimos anos à esquerda do P...
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Carlos Eduardo Rebello de Mendonça discute a importância dos escritos de Mario Pedrosa e Livio Xavier para a interpretação da realidade brasileira.

"A publicação de uma segunda edição revista e ampliada da coletânea de Fulvio Abramo e Dainis Karepovs dos documentos da Liga Comunista Internacionalista (LCI), estendida até 1940 (isto é, até a virtual dissolução da organização no rastro da repressão estadonovista e da ruptura entre Mário Pedrosa e Trotsky quanto à questão do caráter de classe do estado soviético) põe-nos o problema da relevância destes escritos para além do estritamente histórico. Acredito que estes escritos nos coloquem duas questões que nos afetam diretamente: a da forma política da dominação de classe no Brasil e quanto ao papel desempenhado pela extrema direita e pelo fascismo no estabelecimento desta dominação".

A publicação de uma segunda edição revista e ampliada da coletânea de Fulvio Abramo e Dainis Karepovs dos documentos da Liga Comunista Internacionalista (LCI), estendida até 1940 (isto é, até a virtual dissolução da organização no rastro da repressão estadonovista e da ruptura entre Mário Pedrosa e…
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O Blog Junho republica o artigo de Camila Góes e Daniela Mussi que reconstrói o debate sobre o feminismo, sua relação com o marxismo e com as lutas sociais hoje. A troca de artigos original em inglês girou em torno das ideias de Cinzia Arruzza, uma das principais articuladoras da greve internacional de mulheres proposta para o próximo 8 de março. É possível um lugar especial para as brasileiras nesta luta.

"A questão do “lugar” das opressões na vida política foi suscitado de ...maneira difusa no Brasil através da emergência de uma série de novos movimentos sociais nos anos 1990. Com o fim da Ditadura Militar, novos conflitos sociais se delinearam. Dentre eles, destacamos aqueles que tiveram como centro de atuação a experiência cotidiana e de resistência dos oprimidos, especialmente em um contexto de duríssimo embate societal com os quais esses vem se chocando não apenas com o senso comum, mas com partidos políticos, grande imprensa, instituições públicas, confessionais, governos e leis. Em uma correlação de forças extremamente desigual, os movimentos contra as discriminações – como o das mulheres, dos LGBTs, da periferia negra, dos indígenas –, e também os movimentos em defesa da legalização das drogas, pela democratização da mídia, pelo passe livre, etc., renovaram aos poucos o espírito rebelde de uma geração inteira de jovens."

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opinando a respeito da relação entre marxismo e feminismo. Seu objetivo era polêmico e também didático – aproximar um público mais amplo dos debates teóricos e analíticos especializados promovidos entre diferentes pesquisadores/as e ativistas feministas. O resultado da divulgação deste artigo foi a…
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Linda Martín Alcoff, Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya, Nancy Fraser, Keeanga-Yamahtta Taylor, Rasmea Yousef Odeh e Angela Davis participam da convocação de uma greve internacional de mulheres no dia 8 de março.

"As marchas de mulheres de 21 de janeiro mostraram que nos Estados Unidos também um novo movimento feminista pode estar em construção. É importante não perder impulso. Juntemo-nos em 8 de março para fazer greves, atos, marchas e protestos. Usemos a ocasião deste dia internacional de ação para acertar as contas com o feminismo do “faça acontecer” e construir em seu lugar um feminismo para os 99%, um feminismo de base, anticapitalista; um feminismo solidário com as trabalhadoras, suas famílias e aliados em todo o mundo".

Linda Martín Alcoff, Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya, Nancy Fraser, Keeanga-Yamahtta Taylor, Rasmea Yousef Odeh e Angela Davis
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Ian Caetano traduziu para o blog JUNHO um ensaio de Robert A. Gorman sobre os impasses aos quais chegaram a crítica abstrata e a ação espontânea.

"Ironicamente, os efeitos sociais tanto do novo esquerdismo quanto da teoria crítica são idênticos: nenhum libertou ninguém da exploração capitalista. A mensagem histórica parece clara: enquanto ação política pode perpetuar a dominação e refletir o status quo, os movimentos revolucionários baseados somente em crítica abstrata ou ação espontânea não conseguiram lograr êxito. A práxis deve ser reflexivamente inspirada, reflexão concretamente realizada em, e expressa por, ação. Embora a teoria crítica e novos esquerdistas condenem o materialismo não-dialético, reducionista, da ortodoxia, ambos eventualmente sucumbem ao demônio extirpado".

http://blogjunho.com.br/novo-esquerdismo/

Fotografia de Erick Dau Robert A. Gorman Teoria Novo esquerdismo 24 de janeiro de 201722 min atrás2 Visualizações Robert A. Gorman (Tradução de Ian Caetano) A exigência política está agora submetida a um movimento heterogêneo, desprovido de lideranças, usualmente chamado de Nova Esquerda.[1] Um conj...
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Rodrigo Santaella Gonçalves discute a trajetória dos intelectuais bolivianos reunidos no grupo Comuna.

"Luis Tapia avançou bastante na formulação sobre condicionantes para o funcionamento adequado e horizontal da democracia, desenvolvendo noções como a de intergovernamentalidade, para a busca de uma democracia intercultural e igualitária: foram as discussões sobre democracia que terminaram por colocar Luis Tapia em uma postura muito crítica ao governo do MAS, do qual García... Linera se tornara Vice-Presidente. Conforme o processo político se desenvolvia, questões como a democracia e o papel do Estado para a transformação social foram se tornando cada vez mais prementes. Se todos partiam de uma caracterização comum do Estado neoliberal boliviano, utilizando a noção de “Estado Aparente” desenvolvida por Zavaleta, as discordâncias começavam quando se tratava de pensar a transformação em curso na Bolívia a partir da vitória do MAS. Enquanto García Linera encabeçava o processo, Tapia criticava o MAS por ter estabilizado o sistema eleitoral representativo num momento em que ele poderia ter sido radicalmente transformado".

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Ilustração D. Muste Rodrigo Santaella Gonçalves Teoria Intelectuais em movimento na Bolívia: lições para o Brasil contemporâneo 21 de janeiro de 201717 min atrás1 Visualizações Rodrigo Santaella Gonçalves Vivemos um momento, em linhas gerais, de retorno dos discursos e dos programas neoliberais em d...
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Há quatro anos sem João Zinclar

"No encontro de imagens, o fotógrafo-operário fez surgir um frágil Brasil duplo, contraditório, que sofre na vida e na luta. Mas também um Brasil capaz de ignorar as falsas polêmicas dos pequenos círculos e se redescobrir na vida das massas, em seu permanente organizar-se e desorganizar-se, em sua luta por viver e nos efeitos indescritíveis dessa para a própria concepção de mundo popular. Sua moral, sua ética, sua estética."

Ilustração D. Muste Arte e Cultura Daniela Mussi A fotografia viva de João Zinclar 21 de setembro de 20159 min atrás162 Visualizações Daniela Mussi Como preparar o encontro imprevisível da arte com a política? Em uma passagem dos conhecidos Cadernos do Cárcere, o marxista italiano Antonio Gramsci…
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Ricardo C. Festi reconstrói a trajetória histórica da sociologia no ensino médio.

"Foi contra essa perspectiva de educação e de sociologia, surgidas durante a “década das lutas sociais”, os anos 1980, e expressas nos parâmetros curriculares a partir de 2006, que se levantaram movimentos conservadores como o “Escola Sem Partido”. O objetivo de tais movimentos é retirar dos currículos todos os conteúdos progressistas e criar instrumentos e aparatos legais para censurar os professores, atacando-os em sua autonomia educativa".

Instalação de Jaime Prades Educação Política Ricardo C. Festi Uma perspectiva histórica dos ataques à sociologia no ensino médio 18 de janeiro de 201724 min atrás1 Visualizações Ricardo C. Festi “O Brasil é um grande país da sociologia” (C. Brochier, 2016). A afirmação de Brochier[1], reproduzida ne...
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Corey Robin escreve sobre o nexo existente entre capitalismo e nazismo.

"Aparentemente, o primeiro uso da palavra ‘privatização’ (ou ‘reprivatização’) em língua inglesa ocorreu na década de 1930, no contexto em que se buscava explicar a política econômica do Terceiro Reich. De fato, a palavra inglesa (privatization) era uma tradução do termo alemão “reprivatisierung”, que recém tinha sido cunhado durante o regime nazista".

Ilustração de Marlon Anjos Corey Robin História Capitalismo e nazismo 8 de janeiro de 20173 min atrás1 Visualizações Corey Robin (Tradução de Fernando Pureza) Alguns comentadores no meu blog afirmam que o gráfico acima nada nos diz sobre a relação entre nazistas e o capitalismo; que ele apenas nos d...
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Se você gostou da entrevista de Silvia Federici não deixe de ler o livro Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Foi traduzido para o português pelo coletivo sycorax e se encontra disponível na internet.

Sumário Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva Silvia Federici Nota de edição e tradução brasileira Prefácio Introdução Capítulo I – O mundo inteiro precisa de uma sacudida. Os movimentos sociais e a crise política na Europa medieval Introdução A servidão como relação de classe...
coletivosycorax.org

Entrevista com Silvia Federici sobre marxismo e feminismo.

"Como destaquei em Caliban and the Witch, o capitalismo é o primeiro sistema de exploração que vê o trabalho, ao invés da terra, como a principal fonte de riqueza. Por esse motivo, ele desenvolveu todo um novo tipo de políticas acerca do disciplinamento do corpo – especialmente o corpo feminino, procurando controlar a reprodução a partir da procriação. O capitalismo deve controlar o trabalho de reprodução, pois ele é um aspecto central no processo de acumulação, de tal forma que o trabalho reprodutivo acaba funcionando como reprodutor da força de trabalho, ou, em outras palavras, de nossa capacidade de trabalhar – ao invés de, por exemplo, reproduzir nossa capacidade de lutar".

Ilustração de Mácia Teixeira Ankica Čakardić George Souvlis Mulheres Silvia Federici Teoria Feminismo marxista, alternativas políticas, histórias de bruxa: uma entrevista com Silvia Federici 5 de janeiro de 201727 min atrás1 Visualizações George Souvlis e Ankica Čakardić (Tradução de Fernando Pureza...
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Giambatista Brito mostra que o reajuste do salário mínimo do governo Temer é o pior do século.

"Desde 2001 nenhum reajuste foi tão minúsculo como o que passou a valer neste 01 de janeiro. Somaram-se “vultuosos” R$ 57,00 ao mínimo que assim chega ao patamar de R$ 937,00, valor inferior ao que estava previsto no Orçamento Geral da União para 2017 que seria de R$ 945,80. Os R$ 8,80 de diferença teriam sido confiscados porque o Orçamento fora pensado com uma estimativa de inflação maior que a que de fato está se realizando, sendo assim não haveria motivo algum para “tanta gastança”. Mas não só isso, como o salário mínimo de 2016 ficou R$ 2,29 acima do cálculo previsto pela legislação, o primeiro mínimo de Temer resolveu acrescentar o valor “indevido” do ano passado ao confisco salarial deste ano".

Ilustração de D. Muste Economia Giambatista Brito Reajuste do salário mínimo é o menor do século 3 de janeiro de 20173 min atrás0 Visualizações Giambatista Brito O governo do usurpador Michel Temer vem colecionando os mais diversos adjetivos antipopulares para seu legado histórico. Na última sexta-f...
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Atenção Campinas!

No próximo dia 5, manifestação contra o feminicídio.

#niunamenos

JAN5
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Blog Junho a partagé sa publication.
2 janvier

Um grande número de acessos tornou o blog indisponível hoje pela manhã. Esperamos que o problema já esteja resolvido e republicamos aqui o artigo de Daniela Mussi sobre a chacina de Campinas.

Daniela Mussi escreve sobre a chacina de Campinas.

"Além de uma tragédia humana, a chacina de Campinas pode representar, neste sentido, um marco simbólico de in...flexão na já difícil correlação de forças enfrentada pelo movimento feminista brasileiro. Ela opera, simbolicamente, como tradução do golpe sofrido pela democracia brasileira em 2016 para a realidade da luta das mulheres. Para tal produziu seu documento próprio, mas como na vida das mulheres não poderia ser diferente, este documento veio assinado à sangue".

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Colagem de Singh Bean Daniela Mussi Mulheres Chacina de Campinas: um documento de barbárie 2 de janeiro de 20176 min atrás1 Visualizações Daniela Mussi No badalar das últimas horas de 2016, muitos no Brasil respiravam aliviados o encerramento de um ano péssimo, marcado por golpes que desvelaram o…
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Daniela Mussi escreve sobre a chacina de Campinas.

"Além de uma tragédia humana, a chacina de Campinas pode representar, neste sentido, um marco simbólico de inflexão na já difícil correlação de forças enfrentada pelo movimento feminista brasileiro. Ela opera, simbolicamente, como tradução do golpe sofrido pela democracia brasileira em 2016 para a realidade da luta das mulheres. Para tal produziu seu documento próprio, mas como na vida das mulheres não poderia ser diferente, este documento veio assinado à sangue".

Colagem de Singh Bean Daniela Mussi Mulheres Chacina de Campinas: um documento de barbárie 2 de janeiro de 20176 min atrás1 Visualizações Daniela Mussi No badalar das últimas horas de 2016, muitos no Brasil respiravam aliviados o encerramento de um ano péssimo, marcado por golpes que desvelaram o…
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Romulo Mattos volta a discutir a trajetória musical de Elis Regina e seus conflitos com as correntes artísticas e culturais da época.

"Ao ocultar os conflitos em que ela se envolveu no campo artístico, a obra do cineasta Hugo Prata se torna chapa branca. Em se tratando de uma intérprete que, não por acaso, tinha o apelido de “Pimentinha”, tal ausência se torna ainda mais lamentável. É claro que o diretor teve de fazer um recorte dentro de uma história musical de duas décadas.... Mas obras cinematográficas bem-sucedidas como Ray (2004), dirigida por Taylor Hackford, mostram é possível conciliar trajetória artística e vida pessoal, sem perdas evidentes para uma dessas dimensões. No caso de Elis, esse esforço seria especialmente válido, por ser tratar da maior cantora brasileira de todos os tempos, tendo em vista a reunião de fatores como: a sua extensão vocal e o seu domínio técnico, a intensidade de suas interpretações, o seu carisma e a sua popularidade, a qualidade dos músicos que a acompanhavam, o repertório escrito por grandes compositores em primeira mão para a artista, além da sua importância histórica na definição de uma instituição sociocultural, a MPB".

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Ilustração de Amalyn Malix Arte e Cultura Política Romulo Mattos Elis Regina e os conflitos no campo musical brasileiro dos anos 1960 e 1970 31 de dezembro de 201613 min atrás1 Visualizações Romulo Mattos I O filme Elis, de Hugo Prata, enfatiza a personalidade de Elis, sem aprofundar a explicação so...
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2016 foi agitado no Blog Junho. A preocupação com a análise política de qualidade, a inovação teórica e a reinvenção da esquerda foi colocada à prova em um ano que ficará na lembrança. No mar revolto não foram poucas as naves que soçobraram ou arrebentaram o casco contra as colunas de Hércules. Mas apesar das avarias e arranhões da odisséia nossa nau está chegando com força em 2017.

Ao longo do ano publicamos 176 artigos, 52 deles foram escritos por mulheres (29,7%) e 49 tive...ram o texto visualizado por mais de mil pessoas. Nossa página do Facebook passou de 3.800 curtidas para mais de 8.200.

Mas esses números não conseguem registrar a contribuição principal do blog. O blog ajudou a conformar uma visão crítica sobre o golpe de estado que ocorreu ao longo do ano, opôs-se de modo consistente às contrarreformas e questionou de maneira decidida as ideias e práticas políticas que caracterizaram um ciclo de organização da esquerda que se encerrou em 2013.

No novo ano queremos publicar mais artigos, abordar temáticas que foram até o momento pouco exploradas, aumentar a participação das mulheres no blog, aguçar a crítica política e cultural. 2017 não será menos agitado, mas nosso barco continuará navegando em mar aberto.

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