Diz a literatura oficial: o Tribunal de Contas da União (TCU) é o órgão responsável pela fiscalização do uso do dinheiro público. A finalidade da sua existência é evitar prejuízos para a sociedade.
Mas enquanto a "inadiável" reforma da Previdência prevê que o trabalhador trabalhe quase meio século para se aposentar, decisões tomadas pelo próprio TCU permitem que ministros aposentados pelo próprio tribunal recebam mais de uma aposentadoria: reportagem do Congresso em Foco most⋯⋯ra que dois ex-ministros do TCU acumulam as aposentadorias do TCU e do plano de previdência parlamentar - que é mantido quase que totalmente com dinheiro público.
O ex-ministro Humberto Souto recebe hoje R$ 27,8 mil pelo Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e mais R$ 37,2 mil pelo tribunal – um total de R$ 65 mil. Aos 82 anos, Souto continua na ativa. Tomou posse como prefeito de Montes Claros (MG) há pouco mais de um mês.
O ministro aposentado José Jorge recebe R$ 12 mil pelo IPC e mais R$ 38 mil pelo TCU – um total de R$ 50 mil.
O IPC foi extinto em 1999, mas continuou tragando recursos públicos, já que a conta das pensões ficou para a União.
Desde a extinção do instituto, a União já gastou R$ 2,2 bilhões com o pagamento de aposentadorias de parlamentares e de seus dependentes. Ocorre que a lei 9.506/97 determinou que a União, por intermédio da Câmara e do Senado, ficaria responsável por esses pagamentos, uma vez que o instituto privado não teria condições para arcar com todos os compromissos. Estava quebrado.
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