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DJ PEDRO LIMA | SUMMER MUSIC FEST 2015 | AFTERMOVIE
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DJ PEDRO LIMA | PROMOTIONAL CLIP by Doubs
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Obrigado Lovelhe!! Uma noite incrivel até bem dentro da madrugada!! Hoje a festa continua no Club Alfândega!! #seeyouthere
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DJ Pedro Lima is feeling thankful.

É num misto de alegria, tristeza, ansiedade e determinação que escrevo estas palavras.

Ao fim de 10 anos a trabalhar na noite, decidi fazer uma pausa destas andanças no final do mês de abril.
Sempre evitei misturar o pessoal com o profissional, mas nem sempre consegui.
Estou feliz pelo trajeto que tive, passando por casas enigmáticas com residências em algumas delas, das quais destaco Estação 1882, Club Alfândega, E11even, Pacha Ofir, Lagar’s, Dive, Carga d’Água... E claro, a... minha casa “para sempre”, o TZero Bar, que me deu a mão quando ninguém o faria.

Mas tudo tem um preço. Um preço que me levou a tomar esta decisão.
Perdi amizades, perdi momentos de Família, perdi pessoas muito importantes para mim. Entre outras razões, esteve o facto de que, admito, por vezes ter tido que pôr de parte a minha integridade, ao dizer “sim senhor” em prol de interesses ou objetivos, muitos deles externos. Isto não sou eu.
Estas situações, que infelizmente passaram do profissional para o pessoal, fizeram-me (graças a alguém que me ajudou a compreender isto, e agradeço) pensar em parar para refletir e priorizar.
Quem me conhece bem sabe que prefiro ser sincero e direto (“com o coração na boca”), a ter de mentir e engolir em seco. Isto também me fez perder, mas pelo menos posso dizer que fui verdadeiro ao faze-lo.

Tenho a agradecer a muita gente, pois sim, há nisto grandes amizades e pessoas, que mostram que a noite não é apenas “o barulho das luzes”.
Ao Pedro Ferreira, ao Pedro Pinho, ao Diogo Teixeira, ao Carlos Souto, ao Tiago Gouveia, ao Luís Miguel, ao Francisco Rocha e à Belinha, ao Ricardo Marques, ao Orlando, ao Victor Gonçalves, ao Mário Pedra, ao Raúl Duro e toda a sua equipa fantástica, e ao Mário Gomes, entre muitos outros, obrigado pelos ensinamentos, pela ajuda, e pela confiança.
Vocês foram mentores, patrões, amigos, mas sobretudo exemplos que levo para a vida diurna.

Aos DJ’s, staff’s, seguranças, gerentes, managers, obrigado pela oportunidade de trabalhar com todos vocês.

Até qualquer dia!

Pedro Lima

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DJ Pedro Lima shared 7Noites's postfeeling thankful.

A ÚLTIMA AOS QUE SEMPRE ME ACOMPANHARAM

Obrigado 7Noites pelo convite para uma entrevista onde decidi expôr tudo, e falar abertamente.

#7noites #djpedrolima #obrigadopelasnoitesincríveis

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7Noites

DJ Pedro Lima, um dos rostos mais proeminentes do djing minhoto, anunciou o fim da sua carreira enquanto DJ. Nós por cá, esperamos vivamente que se trate de um ...interregno. Contudo, fizemos questão de perceber como é que um profissional já estabelecido no mercado nocturno acusou "cansaço" e decidiu deixar as cabines. Para nós que o conhecemos, é uma perda. À sua energia contagiante soma-se uma personalidade vincada, humilde e um discurso pautado pela objectividade e inteligência.

1. Pedro Lima, qual foi o motivo principal para este abandono?

R: Olá 7Noites, obrigado desde já pelo convite para uma última entrevista.
Como sabem e a 7Noites acompanhou, ando nestas andanças há coisa de 10 anos. Vi muito, vivi muito, e sem dúvida que me diverti muito, mas como alguns sabem, a noite é muito mais que as festas, as bebedeiras, as mulheres bonitas e produzidas, os homens charmosos e com estilo, os momentos que aos de fora fazem parecer que tudo é um espectáculo e trabalhar na noite é um prazer, sem dificuldades. Desculpem a franqueza, mas a noite não é, nem nunca foi assim. A noite tem muita coisa por entre o "barulho das luzes". Trabalho, empenho, responsabilidade, e muitas dores de cabeça para quem trabalha e principalmente tem casas para gerir.

Como já disse publicamente, tive no meu trajecto de ser pontualmente conivente com certas atitudes, dizer "sim, claro" a coisas que não era totalmente a favor e de me relacionar com pessoas com as quais não me identifico pessoalmente que levaram a opiniões erradas a meu respeito. Há quem lhe chame falsidade, aceito. Contudo, na vida, temos de saber dar-nos com toda a gente, fazendo-o sempre com humildade, educação e respeito. Na noite, isso é muito salientado. No momento em que perdi 1 desses 3 valores, dei por mim a pensar no que andava a fazer. Apercebi-me que já não tocava por gosto, paixão, mas por valores, por "mostrar", por trabalho. Não foi assim que comecei, não é assim que quero estar na noite. Sempre disse que o dia em que entrasse numa cabine por trabalho em vez de por paixão, era o dia que saia da noite. Esse dia chegou.
Encontrei, nos últimos meses, uma pessoa que me fez ver isto tudo, um "abre-olhos" que me fez perceber que estava a tornar-me em alguém diferente, sem humildade e sobretudo, com interesse em vez de gosto na noite. Esse não sou eu. Olhei para trás, para as atitudes que tive nos últimos tempos, e decidi que devia sair, voltar a ser o Pedro Lima, o rapaz que quem me é mais próximo conhece. Pautei a minha vida por ser sincero e directo (com o "coração na boca", como já ouvi) e isso fez com que muita gente não me veja com bons olhos na noite. A esses, desculpem, mas sou mesmo assim. Por tudo isto, e algumas coisas mais que prefiro manter privadas, está na hora de parar.

2. O facto de tocares sobretudo pelo Minho não terá acelerado a tua decisão? Achas que existem lugares cativos nas cabines do Minho e que é muito difícil singrar contra possíveis lobbies instituídos?

R: De forma alguma. Sempre fui (e a 7Noites sabe bem) um firme apoiante que a noite do nosso distrito tem muito para dar e que tem capacidade de ser muito melhor do que o nível (muito bom, diga-se) que tem actualmente. Temos DJs soberbos (residentes com um know-how enorme, que se adaptam às influências latinas do lado espanhol), casas lindíssimas e com serviço excelente (Estação 1882, Club Alfândega, E11even, Guia, Insomnia, Baluarte, entre outras, tudo casas com gosto e serviço excelente!), fotógrafos que são exímios no trabalho, seguranças que sabem bem receber (importantíssimo, são a primeira cara da casa), e staffs que não vão à bola com o "depressa e bem, há pouco quem". Por tudo isto e muito mais, adoro tocar no Minho. Sei que no Porto, Braga, Lisboa ia ter mais oportunidades mas a noite aqui é diferente. Um residente tem um peso enorme nas casas daqui, daí falarem em "lugares cativos" mas esquecemo-nos que ele está lá, todos os dias, nos bons e nasos maus.

Citando um grande patrão que tive (Mário Gomes, Deus te guarde, meu grande), "O meu residente é que importa! Ele está cá a resolver quando outros fazem asneiras". Não falo em lobbies, falo sim, no desafio grande de fazeres melhor que os residentes daqui, que têm uma bagagem enorme. Vejam o caso de Pedro Pagodes, Carlos Daniel, Álvaro Melo, Rafael Barros, Pedro Pereira, Byte, Joe Nuke para dizer alguns... O nível deles é altíssimo! Claro que as casas não prescindem de DJs assim. Fazem toda a diferença numa noite!

3. Esta decisão é irrevogável? O "bichinho" vai-te atacar quando menos esperares?

R: Essa é a batalha mental que vou ter daqui para a frente. Vou continuar a sair à noite, com amigos, como cliente. E sei que o bichinho vai-me fazer ir para perto da cabine como sempre mas não é para já uma meta o meu regresso. Contudo, mantenho na mesa essa possibilidade, remota, mas mantenho.

4. Quantos anos tiveste de carreira? Quais foram os pontos altos e festas que recordarás sempre pela positiva?

R: Foram ao todo 10 anos e alguma coisa. Os primeiros anos, como promotor e relações públicas das míticas Indústria Cerveira e Club Alfândega, depois como DJ. Foram anos fantásticos. Pude partilhar cabine com grandes nomes como Steven Rod, Kura, Jonh Mayze & Miguel Faria, Dayo, Olga Ryazanova, Tom Enzy, Miguel Rendeiro, Nuno Fernandez e tantos outros. Curiosamente, a maioria deles na mesma casa, a Estação 1882. Os pontos mais altos seriam sem dúvida ter feito warm-up ao Kura, na Summer Music Fest em Ponte de Lima, a primeira vez na Estação 1882, ainda meio "verde" no que toca a residências em clubs e claro, a primeira vez que toquei, no Tiagi Bar, quando um grande amigo meu, o André, se lembrou de me recomendar quando o DJ que eles tinham convidado falhou. Há ainda um momento muito especial que levo comigo na memória e que agradecerei para sempre que foi quando comecei na que é para sempre a minha casa, o TZero Bar. Na altura não era procurado e o Diogo Teixeira teve a iniciativa de me convidar. Até hoje. Trabalhei 5 anos com ele e os actuais donos e posso dizer que nunca me senti em casa como naquele bar. É como tocar numa festa privada para os meus amigos mais próximos.

5. O teu afastamento deve-se também ao contexto musical em que Portugal está mergulhado neste momento?

R: Não, de todo. São mesmo questões pessoais. Portugal está a viver um contexto musical em que estamos a consumir muita música estrangeira, tanto de países com a mesma língua que nós como do fenómeno reggaetton que está a atravessar a Europa com força. Isso nunca foi prejudicial ao meu trabalho, como residente apenas tenho de me adaptar ao que a casa pede. Como freelancer tentei fazer sempre sessões que encaixem nos moldes que defini como residente. Não me sinto afetado, apenas exige que esteja sempre um passo a frente das pistas.

6. Existem nomes importantes no teu percurso, mas Pedro Ferreira foi decisivo. Quando começou a tua relação profissional com o Pedro? Quais são os motivos subjacentes ao facto de o rotulares como teu "mestre"?

R: Completamente. Resumo-o em 3 valores. Confiança, responsabilidadeb e ramaradagem. Confiou desde cedo no meu valor e nunca me virou as costas, mesmo quando éramos "concorrentes" nas residências que possuíamos e sempre que necessitou de alguém que o acompanhasse em grandes eventos, confiou em mim. Estamos a falar de eventos de grande responsabilidade, nos quais o nível de exigência era elevado (mesmo eventos fora da noite, com protocolos a seguir). Responsabilidade, porque sempre me chamou à atenção quando ia fazer algo que não me beneficiava ou era correcto na noite. Nunca teve problemas em me corrigir, e sei que hoje o trabalho que executo é em muito influenciado pelo que me ensinou a fazer nas cabines. Camaradagem, porque além de um enorme DJ, é um irmão. Está lá no bom para celebrar, e no mal para me levantar do chão. Um ser fantástico que nunca teve problemas em ajudar os outros sempre que conseguia. Podia estar aqui o dia todo a falar dele que possivelmente não chegava para lhe agradecer.

7. Identifica sem omissões, com objectividade e bem ao teu estilo, os problemas que a noite de hoje enfrenta! Consegues vislumbrar a mudança a breve trecho?

R: Sem omissões? Separar as águas. O porquê de um bar ter um dj a passar exactamente o mesmo que um dj num club, quando o bar não tem sequer pista? Sempre disse que apesar de estar em bares a tocar, não faz sentido os bares estarem a tocar latino, brasileira, house, para depois fechar a porta às 2 e siga para casa. As pessoas chegam às discotecas com a cabeça já cheia de ouvir o mesmo, e o resultado é que as discotecas começam a perder pista bem antes de fechar. Continuo a dizer que nos bares, a música ideal seria deep house, soulful, bossanova, chillstep, coisas que têm um ritmozinho, mas dá para conversar com os amigos, beber um copo... Queres depois dar um pé de dança? Siga para a discoteca! Facilitava imenso a vida aos DJs das discotecas, e dava de certeza mais a ganhar aos bares, pois as pessoas que vão embora dos bares as 22h30, 23h00 por causa da música, ficavam até fechar. Pensem nisso!

8. De certeza que nesta caminhada terás uma série de agradecimentos a escalpelizar. Queres fazê-lo publicamente?

R: Ufa!!! São tantos! (risos). Ora bem, já agradeci aos mais importantes na minha publicação, mas reforço-os aqui. Ao Pedro "Pagodes" Ferreira, ao Diogo Teixeira, ao Tiago Gouveia, ao Francisco Rocha e à Belinha (a quem devo muito e não tratei da melhor forma, admito), ao Luís Miguel (que teve o gesto de vir falar comigo e esclarecer as divergências), ao Carlos Souto, ao Mário Pedra e ao Raúl Duro (com quem comecei nestas andanças, há 10 aninhos), ao Mário Gomes, ao Victor Gonçalves (um pensador na noite, súper dinâmico a trabalhar, prova disso é o Baluarte actualmente), ao meu querido Pai, que sempre me apoiou, e por fim, mas não menos importante, ao "Sr. 7Noites", Pedro Pinho, que mais que um amigo, é sempre um conselheiro excelente, um empreendedor insaciável e um dos poucos que acompanhou todo o meu trajecto com o maior gosto.

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A 7Noites teve o privilégio de acompanhar a carreira de Pedro Lima, e a sua infindável boa disposição e o seu carisma. Fazemos votos que regresse ao nosso mundo, ao mundo da noite, porque mais do que se perder um Dj, perde-se humanidade e cumplicidade. Até já Pedro!

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