Em Brasília, para sessão do Conselho Federal, vou protestar claramente contra a nojenta vergonha que foi o vazamento de conversas de terceiros abertamente praticado pelo Juiz Sérgio Moro, o grampo ilegal de escritórios de advocacia e a monstruosa transformação de parte do nosso Judiciário em um partido político. A operação Lava-Jato, que de forma alvissareira prometia acabar com símbolos históricos da impunidade, transformou-se, paradoxalmente, naquilo que diz combater. Os fins não justificam os meios. Não aceitaremos que palavras como Constituição e Lei se transformem em armas de demagogia dos que ceifam o direito de defesa para deleite da malta sedenta pelo sangue dos impuros da hora. A Constituição é a defesa do cidadão contra o arbítrio do Estado. Se o poder corrompe, um poder absoluto corrompe absolutamente. Nos cabe defender a Constituição e o direito de defesa para que as gerações futuras não tenham as privações da liberdade das gerações passadas.
Todo regime de exceção começa com a aceitação tácita e pelo silêncio dos bons. O espanto está nos olhos olhos de quem vê o grande monstro a se criar...
