O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, resolveu praticar caminhada nos corredores do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda (13), para tentar convencer os ministros de que não há mal algum em nomear seu filho Marcelo Hodge Crivella para a Casa Civil de sua administração.
Na quinta (9), o ministro Marco Aurélio Mello suspendeu a nomeação de Marcelo Hodge para o cargo. Afirmou que isso é nepotismo e fere decisão do STF e a Constituição.
Não é implicância: Mesmo que um⋯⋯ parente seja qualificado para a função, permanecerá a dúvida sobre a razão da indicação. E não apenas por uma suposta ajuda à família, mas também por conta da solidez da rede de sustentação do político em questão. Será que o prefeito do Rio confia tão pouco em pessoas fora de seu próprio sangue para não encontrar alguém capaz de executar a tarefa? Ele não consegue cercar-se de técnicos e de outros políticos qualificados e honestos para tanto ou essas pessoas não querem se aproximar dele?
A prática de irmãos, primos, cunhados garantindo cargos públicos é rejeitada pela sociedade por razões óbvias, mas é uma das expressões mais conhecidas da relação incestuosa e promíscua que a elite brasileira, política ou econômica, estabeleceu com o Estado.
Só por curiosidade: em 2000, um deputado federal defendeu apenas "limitar" o abuso, criando uma "cota" para o número de familiares que poderiam ser contratados como cargos de confiança no serviço público.
"Poder contratar para as funções um ou dois parentes não é escandaloso", afirmou.
Hoje, ele não é mais deputado federal.
Tornou-se o Presidente da República. E está lá até hoje.
(Íntegra do texto, no post do blog.)
























