#CONTRAINSURGÊNCIA: os terroristas não devem subverter os bons valores da sociedade – somos mais sérios e mais idóneos que eles

Com a guerra contra o terrorismo ao rubro no norte de Moçambique, as nossas Forças de Defesa e Segurança deparam-se agora, pelo menos ao nível da imprensa e redes sociais, com um problema: provar o que diz. Ou seja, sempre que matar um insurgente, é necessário mostrar o insurgente morto pois dizer por dizer não convence a ninguém, uma vez que, os ter...roristas demonstram.

Para começar, importa alertar para o facto de os terroristas serem um grupo de irresponsabilizáveis. O que fazem ou deixam de fazer não é escrutinado por poderes públicos.
De seguida, importa também lembrar que o trabalho dos terroristas é implantar medo e terror nas pessoas. Em sociedades saudáveis, ver um morto não é regra, é exceção. Quando era criança, nós eramos proibidos ver um cortejo fúnebre, salvo em situações de se tratar de parente muito próximo.

Em terceiro lugar, é importante alertar que o terrorismo internacional possui agora grandes agências de marketing, comunicação e propaganda. São capazes de misturar imagens de vários locais para reclamar vitória sobre um local específico. Aconteceu recentemente com Macomia, quando esta máquina de propaganda mostrou um alegado carro blindado desapossado das FDS. Aquele vídeo não só não corresponde à verdade como não era daqui. É porém, verdade que durante o combate, o blindado teria ficado para trás, mas nunca eles teriam o usado. Devo fazer um parêntesis aqui, para informar que todo carro militar possui um sistema de rastreio apurado. Corresponde a eutanásia usar carros militares assaltados. No mínimo, eles queimam.

Voltemos agora à vaca fria.

A não ser em casos estritamente necessários, o Estado não mostra trofeus humanos, quando os tem. Na melhor das hipóteses, apresenta-se apenas ao Comandante-em-chefe, para ele ter a certeza do que está a dizer. O estado tem responsabilidades e é guardião da ética e da moral pública. As FDS são proibidas de mentir e apresentar dados falsos. Em tais situações, eles correm o risco de uma punição severa que pode culminar com a despromoção.

Ademais, em situação de alto estresse, é importante lembrar que os que estão na linha da frente não são fotojornalistas e a sua primeira missão não é tirar fotos de malfeitores. É sua missão defender a integridade de pessoas, instituições e interesses públicos e privados.

Sempre que virmos vídeos onde as nossas FDS mostram troféus, terroristas mortos, temos sempre que ter em mente de que tais vídeos são por conta e risco próprios e em princípio proibido. É por isso que jamais virão uma única cadeia de televisão ou jornal a obter tais imagens de entidades de estado. Isto acontece aqui em Moçambique, na China, conchichina ou mesmo nos EUA.

Portanto, não pressionemos o Estado, às nossas FDS a, sempre que reclamarem vitória sobre os terroristas, demonstrar com fotos ou vídeo. Não é assim e não vai acontecer. Os terroristas não devem nos ensinar novos valores. Os nossos são melhores que os deles. Eles não nos devem dessensibilizar (tornar-nos insensíveis). E os seus porta-vozes aqui fora, não devem insistir em maus valores e hábitos para descredibilizar o trabalho dos melhores filhos desta pátria que dão a sua própria vida pela nossa sobrevivência como país, nação e povo.

É falta de respeito a quem morre por nós. E não é bom.

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