O II Congresso de jornalistas e técnicos da Comunicação social da Guiné-Bissau arrancou hoje no hotel Azalai em Bissau e termina amanhã com a eleição da nova direção. O primeiro dia ficou marcado pela igualdade de género. Logo pela manhã a Associação das Mulheres da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) liderou um protesto por falta de representação das mulheres no congresso e na parte da tarde, após acesa discussão, os delegados propuseram e elegeram uma mulher para a presidência da mesa do congresso. A ex-directora da TGB Paula Melo preside agora aos trabalhos do congresso.

A jornalista Artemisa Bucansil Cabral, em nome das mulheres da TGB, disse que a escolha dos delegados do seu órgão para o congresso que vai eleger o próximo presidente e os órgãos dirigentes do sindicato não obedeceu as regras estatutárias. “Só escolheram os homens, nenhuma mulher foi selecionada para tomar parte no congresso, e a escolha dos delegados foi feita de forma discreta. Portanto, não vamos admitir isso em pleno seculo XXI que um órgão de comunicação social, como da televisão, escolher delegados para o congresso do sindicato de jornalistas e técnicos da comunicação social sem que conste na lista o nome de uma mulher. Isso é impossível, por isso não vamos aceitar que isso aconteça”.
A Associação das mulheres deixou uma carta ao presidente da comissão organizadora do congresso, Bacar Baldé e ameaça interpor uma providência cautelar junto aos órgãos judiciais para a anulação do segundo congresso ordinário do SINJOTECS, caso as suas vozes não sejam ouvidas.

Ainda durante a manhã, os delegados ao congresso ouviram experiencias dos sindicatos de jornalistas do Senegal e Cabo Verde e discutiram a ética jornalística no período eleitoral.

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