Saíu hoje no Público o artigo de opinião que escrevi há uns dias sobre a Lei de Bases da Saúde:
«Eu ouvi o Dr. António Arnaut dizer: “Os opositores do SNS são os grandes grupos económico-financeiros que operam no ‘mercado’ e que lutam, desde sempre, clara ou disfarçadamente, pelo seu desmantelamento, descaracterização, ou pela redução a um serviço residual para os mais pobres...”; e continuou: “...esses grupos continuam na expectativa de que chegará a sua hora...” (…)
A memór...ia da luta do Dr. António Arnaut será respeitada se: 1) A Lei de Bases da Saúde, que em breve irá ser votada na AR, consignar a inequívoca distinção entre o que é público e o que é privado; 2) As verbas do Orçamento do Estado forem essencialmente utilizadas para o reforço do SNS; 3) O Estado assumir a gestão do serviço público de saúde, sem pôr em causa a legitimidade da iniciativa privada; 4) For garantida a universalidade do SNS, bem como a sua total cobertura nacional, como factor de coesão social.
Mas eu também ouvi o Dr. António Costa tornar público, no funeral de António Arnaut, o último pedido que este lhe fez quando já se encontrava debilitado numa cama de um hospital público: “Oh Costa, aguenta lá o SNS!” E eu também ouvi o Dr. António Costa prometer que “iríamos aguentar o SNS nesta geração e para as próximas gerações, porque o SNS veio para ficar e é seguramente uma das marcas do Portugal de Abril”.»