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February 19

Uma das mais fascinantes paisagens vitícolas históricas do país, onde se produz um vinho palhete que durante mais de sete séculos foi um dos principais símbolos da Europa da cristandade.

MAR10
Sat 9:30 AM UTCOurém, Portugal
20 people interested

A próxima ROTA DO VINHO NOVO à descoberta do medieval de Ourém

É já no próximo dia 10 de Março que se vai realizar uma viagem de regresso à Idade Média para descobrir, provar e beber o clarete de Ourém, que durante séculos foi o vinho mais bebido em toda a "Europa da Cristandade", simbolizando o "sangue de Cristo".
Para estimular os indecisos a participar no próximo passeio, transcrevo uma das crónicas que fiz quando participei, pela primeira vez, nesta rota fascinante:

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February 15
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...vini medioevali, bianchi di eccellenza, suoli sabbiosi e longevità!!... un calendario esclusivo e ricco di passione!!

...vinhos medievais, brancos de excelência, solos arenosos e longevidade!!... um calendário exclusivo e cheio de paixão!!

#SWOP #ENOTURISMO #LISBONA

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Virgílio Loureiro added 7 new photos.

A ROTA DO PALHETE DE OURÉM…NO OLIVAL, UMA VIAGEM À IDADE MÉDIA (Parte II)

Chegados a Mossomodia, depois de alguns sustos causados pelas travagens do comboio – c...ujo maquinista garantiu ser de absoluta confiança e de óptimos travões – tínhamos à nossa espera o Sr. Carlos Prova, para nos dar a provar o seu palhete. No pátio, em frente à adega, havia mais um museu agrícola e etnográfico, sinal de que as peças já tinham passado à reforma. Um carro de bois completo, com uma dorna em cima para transportar as uvas, lado a lado com um Mercedes, era a peça mais emblemática, onde se podia ver o “estadulho”, um cesto vindimo, uma enxada para a cava da vinha, a canga gravada com o “cinco saimão”, para livrar o gado das bruxas e o dono do mau-olhado e da inveja, uma “boqueira”, para aplicar aos bois, de modo a que não comessem erva enquanto andavam a lavrar, o “aguilhão” para os espicaçar, etc. Escusado será dizer que houve logo dois convivas mais afoitos que ocuparam o lugar dos bois, na esperança de conseguirem puxar o carro. Uma das paredes da adega estava transformada em “garrafoneira”, pois os suportes eram para garrafões em vez de garrafas, depreendendo-se que ali se bebia pela medida grande. À entrada estava um presunto num apoio de madeira, pronto a fatiar, que logo foi tomado de assalto. É que o palhete – do autêntico – era excelente e puxava pela comida. Também havia sardinhas e postas de pescada fritas, chouriço assado e pão com olhos, bem estaladiço. Já ninguém precisava de sair dali, mas ainda havia doze adegas à nossa espera. A seguinte era a do Zé Grande, na Aldeia Nova, e para lá chegar o comboio teve de suar as estopinhas, através de uma paisagem de encantar. No entanto, a paisagem deixou-me a boca amarga, pois desde a várzea à linha de cumieira das muitas colinas por onde passámos, só se via terra dominada pelas silvas. O amigo Adriano estava-me sempre a dizer: aqui eram vinhas, além eram vinhas, acolá vinhas eram, mas agora é mato e no verão surgem fogos por toda a parte. Vale a pena lembrar que a agricultura de minifúndio que caracterizava a região era muito racional – ou não tivesse sido ensinada pelos frades – com as hortas, o cereal e os pastos nos vales encaixados de uma orografia complexa, as vinhas na meia-encosta, por vezes muito declivosa, e no cume os pinheiros – hoje trocados por eucaliptos – que serviam para fazer face a uma despesa inesperada, como uma doença, um baptizado, a compra de uma alfaia agrícola ou uma cabeça de gado. Quando se vê um recanto cultivado imagina-se a sumptuosidade da paisagem antiga, numa das regiões mais surpreendentes do país e, também, das menos conhecidas dos portugueses.
Na adega do Zé Grande houve uma novidade vínica, pois a par de mais um palhete exemplar, muito limpo de aroma e mostrando substância no palato, havia um “branquinho” de estalo, que alguém disse que não se devia beber sentado. Apesar de todos os convivas se lamentarem do mau ano de colheita, surpreendeu-me a qualidade dos vinhos, pois até ao momento só um tinha mostrado ligeiro “pico”. Todos os outros estavam irrepreensíveis, sem defeito aparente, na sua singeleza de vinho popular para beber todos os dias. E vários dos produtores afirmavam perentoriamente: não lhe deitei nada, só uvas! E o presunto, os bons queijos de cabra e de ovelha e umas estreantes pataniscas de bacalhau, faziam brilhar o palhete e o branco.
A paragem seguinte foi na Adega do Adriano, também na Aldeia Nova. Toda a gente tinha grande expectativa, pois é um dos mais conceituados produtores do concelho de Ourém, vindo gente de longe para lhe comprar o vinho. E, mais uma vez, não deixou os créditos por mãos alheias. Numa adega genuinamente medieval, havia quatro tonéis à prova, cada qual com seu vinho diferente, embora todos medievais. Dois deles já tinham sido passados a limpo e os restantes ainda tinham o bagulho no fundo das vasilhas. Perguntei-lhe qual era o segredo do branco e ele disse-me: deito-lhe um balde de bagulho – películas e grainhas – para que ele tenha um pouco mais de “espírito”. E era verdade, estava cheio de espírito. Quando o levei à boca veio-me à memória aquela célebre loa de um manuscrito de 1706 (que faz parte da secção de Reservados da Biblioteca Nacional), que dizia assim:
“Aquelle vinho de Ourem
Que engana quando bebado
Sem ser vinho arrobado
Arroba logo os sentidos”.

Os palhetes estavam todos bons, dois deles com cerca de 13,5 e o outro acima dos 14, que era motivo de júbilo para todos os convidados, num ano de muita chuva em Setembro. Ao contrário do que seria de esperar, eram eles que puxavam pelo excelente bacalhau assado, que se estreava na ementa do dia, por umas azeitonas muito bem temperadas, bom presunto, belo queijo e uns tremoços, tão tradicionais na região. Eram quatro e meia da tarde e ainda faltavam dez adegas. Trabalho duro!

(Continua)…

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February 7

Concluso il primo tour enoturistico in Alentejo; che dire?giornata indimenticabile!
A breve uscirà il programma dei nuovi eventi, anticipandovi che non siamo ancora stanchi dell'Amareleja...
Continuate a seguirci alla scoperta dei secret wines of Portugal.

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Quinta do Monte d'Oiro added a new photo to the album: Clipping.

Ainda a propósito do nosso 20º aniversário, o Prof. Virgílio Loureiro escreveu um artigo magnífico na revista EPICUR em banca! (edição Inverno)

#20anosdoiro #montedoiro20anos #19972017

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Os Vinhos do Virgílio

Uma romana, um francês é uma napolitana à descoberta do vinho de talha da Amareleja. Os sorrisos dizem tudo!

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February 2
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SWOP to Alla scoperta del vino di talha dell'Alentejo

La zuppa di baccalà è un ex libris del ristorante da talha dove avremo l'incanto e il piacere di pranzare questa domenica. Inno alla creatività culinaria alente...jana, oltre al fedele amico il piatto prevede: formaggio di capra, patate, dente di aglio in camicia, uovo sodo, l'insostituibile pane alentejano ed erbe aromatiche que determinano la differenza.
Per l'emozione di mangiare!
Solo con SWOP Experiences… Non mancate!!

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February 2
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SWOP to Alla scoperta del vino di talha dell'Alentejo

La zuppa di baccalà è un ex libris del ristorante da talha dove avremo l'incanto e il piacere di pranzare questa domenica. Inno alla creatività culinaria alente...jana, oltre al fedele amico il piatto prevede: formaggio di capra, patate, dente di aglio in camicia, uovo sodo, l'insostituibile pane alentejano ed erbe aromatiche que determinano la differenza.
Per l'emozione di mangiare!
Solo con SWOP Experiences… Non mancate!!

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Virgílio Loureiro added 4 new photos.

Os passeios pedestres na Lisboa de Baco

Começaram hoje os passeios para turistas italianos no centro histórico ribeirinho de Lisboa. Desde a época romana que o ...vinho é uma constante presença na zona. De início era o local onde chegavam os barcos carregados de ânforas cheias de vinho, tanto de Itália como do sul da Península (Bética). Depois, passou a ser o local de partida de muitos navios cheios de vinho, desde a época dos descobrimentos até aos dias de hoje. Ainda há referência a duas tabernas da época romana, que foram destruídas com o terramoto. Actualmente, pode-se beber um copo quase porta sim porta não. Os detalhes da zona deixaram os nossos turistas (e não só) encantados e quando se lhes explica a história ficam com vontade de voltar mais vezes. Mas o programa também contempla a prova de vinhos, para que os nossos visitantes fiquem com uma ideia da enorme diversidade de vinhos que produzimos e, principalmente, aquilatem da sua qualidade.

No bar/garrafeira "A Muralha", o nosso anfitrião Paulo Machado caprichou para que os vinhos brilhassem a grande altura e brindou-nos com um conjunto de queijos e enchidos de grande gabarito. Os italianos ficaram encantados!

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January 24

...Vi riporteremo al tempo di Columela (secolo I), in cui le viti erano potate basse, “a testa di salice", di piede franco, cosi come descritto già nel “De re Rustica”… ci immergeremo in quei luoghi dove il passato rivive nel presente, tra sapori e tradizioni senza tempo…

#SWOP #LISBONA #VINODITALHA #ENOTURISMO

FEB4
Sun 8:30 AM UTCAmareleja, Portugal
92 people interested
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January 24

A seguire il programma della rotta enoturistica in Amareleja... non mancate!!

PROGRAMMA

08h30 – Partenza in autobus da Alto do Parque Eduardo VII (statua di Cargaleiro)....
Sosta di 15 minuti in Montemor. Durante il viaggio sarà descritto il paesaggio alentejano e fatta una introduzione dei vini di talha.
11h30 – Visita guidata nelle vigne antiche della Amareleja. Spiegazione del paesaggio locale.
12h15 – Aperitivo in una tasca tipica della Amareleja, con prova del vino di talha.
12h45 – Partenza verso la cantina di talhas, con passaggio verso una delle maggiori centrali fotovoltaiche del mondo.
13h00 – Arrivo nella cantina delle talhas, A Adega do Piteira, dove sarà spiegato l'intero processo di produzione artigianale del vino di talha.
13h30 – Pranzo in cantina con gastronomia familiare alentejana e vini di talha.
16h00 – Visualizzazione di un documentario inedito sulla produzione del vino di talha.
17h30 – Ritorno a Lisbona (arrivo previsto intorno le 20 h).

Per maggiori informazioni e/o prenotazioni potete telefonare al +351 912 247 175 oppure inviare un’email a pignone.enrico@gmail.com.

Prezzo: 75 €/persona
Numero massimo iscrizione: 40 persone
ATTENZIONE: le iscrizioni dovranno pervenire entro giovedì 1 febbraio.

NOTA: La visita sarà guidata dall'Enologo Virgílio Loureiro, consulente in Alentejo e grande conoscitore dei vini di talha, e dall'Enologo Enrico Pignone, Master in Viticultura e Enologia.

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FEB4
Sun 8:30 AM UTCAmareleja, Portugal
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De novo o vinho "Alça a Perna", da Herdade do Cabeço de Azinho, em Serpa

O meu amigo João Canena e o amigo dele António Cortez de Lobão, não deixam de me surpre...ender. Acabam de me enviar fotografias do célebre vinho "Alça a Perna", que no início do século XX fazia furor em Serpa e arredores. De facto, o furor era tanto que era mais conhecido por "Alça a Perna e Mija à Esquina" tal a quantidade que os apreciadores bebiam.

Acontece que nas investigações que têm andado a fazer na Herdade do Cabeço de Azinho descobriram garrafas originais de 1920, produzidas, provavelmente, pelo bisavô de Cortez Lobão. Imagino que não tenha sido intencional guardá-las por mais de um século, pois é provável que desconhecessem a tradição da época romana, em que os vinhos mais apreciados (e mais caros) eram os velhos e muito velhos. Quando os romanos endinheirados queriam mostrar a sua ostentação ofereciam aos convidados vinhos muito velhos, às vezes com mais de cem anos. E pediam a todos os convivas para não se fazerem rogados a beber, como no famoso Banquete de Trimalquião, do Satíricon de Petrónio, onde o anfitrião proferia alto e em bom som: "Amigos, bebei sem cerimónia; pois, se não, como poderiam nadar os peixes que comemos?"

Não faria sentido recriar um Banquete romano nos tempos de hoje em que a temperança impera (?!), mas há a promessa de se abrir e partilhar o Alça a Perna centenário, pelo que se justifica uma vista a Serpa em data a anunciar.

Entretanto, os nossos amigos de Serpa e Cuba, nas investigações que continuam a fazer na Herdade do Cabeço de Azinho, encontraram mais "pipalhas" - que têm feito um grande sucesso entre os enófilos digitais - cujas fotografias tenho todo o gosto em partilhar com todos.

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As descobertas sensacionais do meu amigo João Canena, da Herdade da Pigarça (Cuba)

Esta tarde fui surpreendido com uma fotografia que o meu amigo João Canena me... enviou, em que perguntava se o objecto fotografado devia chamar-se barrica ou talha! Quando o vi fiquei perplexo, pois nunca tinha visto nada parecido. Liguei-lhe imediatamente, para saber mais a respeito destas vasilhas tão originais. Disse-me que eram de 1814 e estavam assinadas pelo artesão - Manuel José - depreendendo-se facilmente que eram portuguesas e, provavelmente de origem local. Depois de falar com um amigo de Serpa fiquei a saber que poderão ser de Vale de Vargos, onde há séculos atrás havia um centro de produção de talhas e provavelmente de pipas de barro. O João Canena foi encontrá-las em Serpa, na Herdade do Cabeço de Azinho, do Visconde de Lobão, famosa pela qualidade dos seus vinhos e, já no final do século XX, famosa por aí ter sido rodada a conhecida telenovela Roseira Brava, produzida por um famoso filho da terra - o saudoso Nicolau Breyner.

O vinho produzido na Herdade era vendido em Serpa na casa do Visconde Lobão, que fica mesmo ao lado direito da Câmara Municipal quando se está virado para a frontaria. A adega era no rés-do-chão e desnivelada em relação à rua, entrando-se por uma janela para o ir buscar às pipas de barro, que estavam todas alinhadas e encostadas à parede. Não surpreenderá, pois, que o vinho tivesse a alcunha do "Alça a Perna", visto ser preciso fazer alguma ginástica para entrar pela janela! Porém, a alcunha não acaba aqui, pois como o vinho era bom e se bebia abundantemente, rapidamente fazia sentir o seu efeito diurético, merecendo a algunha completa de "Alça a Perna e Mija à Esquina"!

A notícia mais entusiasmante de todas é saber que o descendente do Visconde - António Cortês Lobão - e o seu amigo João Canena já estão a plantar 15 hectares de vinha para ressuscitar o célebre vinho "Alça a Perna", que irá ser estagiado em pipas/talhas de barro, que para não serem confundidas nem com umas nem com outras eu proponho que se chamem pipalhas.

Em breve regressarei ao tema, depois de mais alguma investigação, pois as "pipalhas" são uma originalidade mediterrânica que fazem lembrar vagamente os célebres barris fenícios de há 2500 anos (de Castro Marim) e as cupae romanas maciças (dos arredores de Beja).

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Vinhos Casas Altas Imparáveis

Durante a última Feira de Vinhos e Sabores de Pinhel, no fim de semana de 17, 18 y 19 de novembro, esta aristocrática cidade beirã converteu-se na capital do vinho da Península Ibérica ao receber a gala de entrega de prémios do Concurso VinDuero-VinDouro 2017, à qual assistiram centenas de produtores portugueses e espanhóis. Os vinhos da região estiveram ao mais alto nível, nomeadamente os prestigiados Casas Altas, que não deixaram os seus crédit...os por mãos alheias, pois na 3.ª Edição Beira Interior Vinhos e Sabores, o Casas Altas Rufete, de 2014, arrebatou o Grande Prémio Escolha da imprensa. No dia seguinte o Riesling teve medalha de ouro e o Verdelho prata, atribuídos por um júri misto. Porém, um outro júri, exclusivamente feminino, atribuiu a cada um medalha de ouro, deixando todos os pinhelenses orgulhosos.

A tarefa é gigantesca, mas aos poucos os vinhos da Beira Interior vão saindo do anonimato, a casta Rufete torna-se conhecida e admirada e os vinhos Casas Altas começam a andar na boca dos enófilos do lado de cá e de lá da fronteira.

Os vinhos SWOP estão mais uma vez de parabéns!

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Os vinhos Casas Altas começam a ser conhecidos e reconhecidos. Quando se tira a rolha da garrafa e se provam fica-se fã. A Beira Interior no seu melhor!